Sobre a artista
Oi, eu sou Masha Lvova
O Brasil dividiu minha vida em antes e depois.
Descobri que as bananas crescem “de cabeça para baixo” e aprendi a simplesmente viver o presente sem buscar “grandes feitos”.
No Brasil, na ilha de Florianópolis, meu lado criativo e filosófico encontrou sua expressão na arte. Peguei o barro nas mãos e comecei a dar forma ao que sinto. Descobri novas possibilidades de expressar minha visão de mundo.
Por isso, as obras criadas na ilha de Florianópolis, no Brasil, estão reunidas em um único projeto artístico — “Grandes Feitos”.
Formação
- 2025 — Escola de cerâmica no Brasil “O atelie do futuro” e práticas de formação com ceramistas: Claudia Pinz, Nadine Martinez, Andrei Detoni, Mary Yamakawa.
- 2025–2026 — Práticas de formação com artistas de diferentes mídias: texturas naturais com Julia Éther, identidade própria com Anna Samoylova, esmaltes com Anna Maramygina, design de louça e pintura com engobes com Yulia Smirnova.
- 2023 — Escola Superior de Design “Detali”, “Designer de Interiores”.
- 2000–2005 — Universidade Estatal de Gestão, “Negócios na Construção e Gestão de Projetos”.
- 2022 — Moscow School of Contemporary Art, “Tendências da pintura contemporânea”.
- 2022 — Escola Superior de Design “Detali”, “Colorística de Interiores”.
- 2022 — Detali Art.
- 2022 — Escola de Verão da Academia de Arte Stieglitz, “Arte do século 20”.
Residências e exposições
- 2026 — Residência e exposição no “Sachaqa Centro de Arte”, Peru, Amazônia.
- 2026 — GLAZE: residência para o estudo abrangente e a criação de esmaltes, química de esmaltes. Escola GetArtFit.
- 2025 — CLAY: residência para ceramistas. Escola GetArtFit.



Artist statement
Confiar e deixar a vida te conduzir
O mais difícil não é admitir que você não sabe para onde ir. O mais difícil é confiar e deixar a vida te conduzir.
Minha arte é sobre essa liberdade. Sobre o silêncio interior e a leveza que encontrei ao me mudar de Moscou para o Brasil. São rastros do meu caminho: de uma vida de busca constante pelo sucesso à simples alegria de ser eu mesma e viver o presente.
Investigo como o ambiente nos transforma. Como abrir mão de planos precisos revela a pessoa. Na cerâmica encontro a linguagem perfeita para essa conversa — ela é tátil, imprevisível e honesta.
Por 20 anos criei conceitos criativos para o setor de eventos e hospitalidade. Sou fundadora do estúdio de casamentos “Dlya Dvoikh” e do “DD Club private events”, que criam eventos privados nos cantos mais belos do planeta (a Riviera Francesa e châteaux na França, os desertos do Marrocos e de Dubai, uma gruta em Sorrento e as margens do Lago de Como).
Mas na ilha de Florianópolis tirei a “coroa de vencedora”. Aqui, ao dar à luz meu terceiro filho, nasci verdadeiramente como artista.
Meu ateliê à beira do oceano é a expressão física dessa filosofia. Aqui trabalho com o barro, deixando o material ditar a forma e os sentimentos participarem do processo. Cada marca da mão é prova de diálogo, não de controle.
Através da cerâmica investigo o que acontece quando você deixa de provar e começa a sentir. Quando o valor passa a ser não o resultado perfeito, mas a honestidade do processo e a coragem de ser você mesmo.
Exposições
Cumbaza
Esta é minha residência artística na Amazônia, no Peru, e a aprendizagem do modo de vida e das técnicas artesanais dos povos indígenas locais. Viver numa cabana de barro e folhas de palmeira, cavar barro com facão e queimar as obras na fogueira — por isso estou pronta para ser artista. Uma exposição de obras para os moradores locais à beira de um rio da bacia amazônica — eu jamais poderia imaginar que seria exatamente assim a minha primeira exposição individual.
Sentada à margem do rio Cumbaza, eu observava o fluxo da água e dos meus pensamentos. Uma corrente turbulenta entre pedras e selva. Você não pode dar a ordem “Içar as velas” porque não consegue nem lançar o barco à água. O rio não é navegável. Mas, mais cedo ou mais tarde, o afluente desaguará no Amazonas, e o Amazonas no oceano.
Comparei isso ao fluxo da vida. Para cada ideia e ação há seu tempo e sua natureza. Dificuldades e erros, como as pedras no rio, são necessários e fazem parte do caminho.
Minhas obras criadas no Peru, na aldeia de San Roque, são sobre aceitar e reconhecer a própria experiência e imperfeição, retirar as máscaras impostas pela sociedade, ampliar as próprias possibilidades e ir além das quatro paredes. A imprevisibilidade e a aceitação do resultado fazem parte da prática de compreender o sentido “no caminho”. O que importa não é o resultado, mas o processo.
Desta vez investigo a manifestação do ser humano por meio de pigmentos encontrados nas estradas da selva peruana. Máscaras de conexão com a natureza. Mais um papel, ou um verdadeiro idílio?







